por Leonardo Gottems, para o Agrolink
Aproxima-se de uma solução a divergência entre Monsanto e entidades de produtores rurais sobre pontos do acordo de utilização das sementes transgênicas de tecnologia RR. Na última quarta-feira (20.02) a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) publicou nota oficial rejeitando a minuta do acordo apresentado pela empresa, afirmando que não eram os mesmos “termos da Declaração de Princípios firmada entre as partes”.
A FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) afirmou, através de sua assessoria de imprensa, que na última quinta feira (21.02) a Monsanto “concordou com os argumentos expostos pela entidade para refazer o acordo individual existente entre os produtores e a empresa”.
A divergência era em relação a uma parte da minuta na qual, além da renúncia a qualquer ação judicial em relação à RR1, o produtor rural aceitava também os termos de licenciamento que a Monsanto propunha em relação à nova semente transgênica Intacta RR2, a ser lançada em breve.
O ponto do acordo que foi refeito pela Monsanto é o artigo 5º, que trata da questão especifica da RR2: “Este documento não constitui licença de uso para outras tecnologias em soja que venham a ser disponibilizadas pela Monsanto. Em a Monsanto lançando comercialmente no Brasil soja contendo outras tecnologias, e na hipótese do Produtor optar pela utilização dessa soja, o Produtor concorda que será necessária assinatura prévia de um Acordo com a Monsanto para licenciamento de uso das referidas tecnologias”.
A empresa, através de sua assessoria de imprensa, reafirmou sua disposição de chegar a um acordo na questão. “A Monsanto mantém o diálogo aberto com a CNA e com as Federações de Agricultura e entregou na quarta-feira (20.02) um documento que visa atender às solicitações das entidades, alinhado com os pontos da Declaração de Princípios”, afirma nota divulgada pela assessoria.
A Endereço Certo e a Vitasons são destaque hoje na coluna Painel Econômico, do jornalista Danilo Ucha (ucha@jornaldocomercio.com.br). Confira:
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Trabalhar com assessoria é complicado, pois muitas vezes os recursos são limitados e não há uma atenção para a criação de ações, sejam elas isoladas ou contínuas, mantendo o trabalho no acompanhamento, produção e disseminação de conteúdo (homepage, redes sociais, canais terceiros), clipping e filtros de informações. Normalmente público e linguagem não são levados em conta, apenas com a abrangência.
A padronização nos formatos traz um conforto quase mórbido ao contexto da assessoria, sem contar que não há diferenciais. Não há preocupação com a linguagem da web, muito menos com o público de cada mídia, apenas a disseminação de uma informação que não gera influência na web. Esse condicionamento torna o quão atrasado está o contexto de mercado neste ramo.
Observando diversos perfis gerenciados por assessorias (pessoas públicas, órgãos governamentais, etc), percebe-se que poucos procuram a interação com o público e não há um tratamento específico a estes como deveriam ser tratados: clientes interessados num produto. Em outras palavras, pouco se vê de 2.0 dentro de assessorias atualmente. Afinal, por que isso?
Há uma carência de conhecimento, tanto por parte dos assessorados quanto dos assessores, por conta da mudança muito rápida dos fatores que atraem o público. Em 2010, o foco era linguagem e interação; em 2011, a interação multimídia e discussão e, em 2012, o apelo é fortemente visual, avaliando o momento e o público abrangido. Sabendo disto, é necessário que a assessoria se preocupe não apenas com o conteúdo, mas como vendê-lo e multiplicá-lo.
Hoje, assessoria não passa de mais do mesmo. Ou se segue o manejo tradicional ou se utiliza de padrões, baseados em agências e portais de notícias. Não confundam as coisas, são fatores diferentes. Mesmo sendo profissionais da comunicação (normalmente jornalistas), a assessoria vende um produto, a imagem do assessorado e boa parte delas não contam com agências para trabalhos em web 2.0. Portando, pense não apenas como um comunicador, mas também como um vendedor e adeque-se ao meio e público abrangido e acrescente atrativos, dentro das possibilidades.
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